
1. Rácio de estudantes por computador em Portugal
Segundo um estudo realizado pela OCDE, os alunos que utilizam regularmente o computador tendem a ter um melhor desempenho na escola, sobretudo na matemática. O estudo também refere que os alunos portugueses são os que têm uma atitude mais positiva em relação à informática.
Embora entre 2000 e 2003 o número de computadores por aluno tenha aumentado na maioria dos países, há ainda muitos estudantes com fracas oportunidades de os usar. O acesso, diz o relatório, é mais universal na escola, mas os alunos usam o computador com mais frequência em casa. Em Portugal, embora quase 100% das escolas tenham computador, a verdade é que pouco mais de metade desses computadores estão de facto disponíveis para os alunos de 15 anos, 80% dos estudantes portugueses contemplados no inquérito dizem usar o computado com frequência em casa. Mas o tipo de utilização varia. 60% usam-no "quase todos os dias" para jogos, acima dos 53% da média da OCDE. No entanto, e de acordo com os autores do relatório, o valor não se afasta muito dos que o usam para pesquisas na Internet com fins informativos ou para trocas de e-mail.
Números avançados pelo Ministério da Educação revelam que o número de computadores com ligação à Internet, disponíveis nas escolas do ensino público portuguesas, é de uma máquina para cada 12,8 alunos. A média registada corresponde a uma melhoria relativamente aos números anteriores, onde se registva um rácio de um computador para cada 15,7 alunos.
2. Percentagem de centros educativos com banda larga
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou recentemente os resultados do último Broadband Statistics, relatório estatístico que apresenta um conjunto de dados caracterizadores da situação e da evolução verificada na OCDE, ao longo de 2006, em termos de acesso e de utilização da Internet em banda larga.
Entre as principais conclusões deste relatório, destaca-se o aumento verificado no número de subscritores de banda larga nos países pertencentes à OCDE, que apresentou um crescimento de 26 por cento em 2006, tendo passado de 157 milhões de subscritores, em Dezembro de 2005, para cerca de 197 milhões, em Dezembro de 2006. Este crescimento representou um aumento da penetração de banda larga nos países da OCDE, que passou de 13,5, em Dezembro de 2005, para 16,9 subscrições por cada 100 habitantes, no final de 2006.
Os dados divulgados pela OCDE revelam, ainda, que a penetração da banda larga no mercado português cresceu 20 por cento entre Dezembro de 2005 e Dezembro de 2006, passando, respectivamente, de 11,5 para 13,8 subscrições por cada 100 habitantes.
O último recenseamento escolar do Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo, do mesmo ministério, mostra que o número de PCs com ligação à rede existente no ensino privado é superior ao registado no público, existindo um computador por cada 7,6 alunos, o que aponta para uma média global de 11,7 alunos por computador com Internet em Portugal.
Os valores publicados indicam ainda a existência de um computador por cada 10,3 alunos, no regime público, enquanto que, no ensino privado, a média é de uma máquina para cada 6,6. O nosso país apresenta uma das taxas de utilização de computadores na escola mais baixa da OCDE, situando-se abaixo dos 40 por cento, à semelhança da Finlândia, Suíça e Alemanha, mostra um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, publicado há um ano.
3. Considerações Finais
Apenas 44 por cento dos estudantes dos países da OCDE admitem a utilização frequente dos computadores nas escolas, estando em causa as limitações das instituições de ensino. Portugal faz parte desta realidade, o que coloca o nosso país no 28º lugar de um ranking constituído por 39 países. A média nacional é de menos de um computador por aluno, aponta o relatório. Mesmo assim, os estudantes nacionais situam-se entre os que apresentam uma atitude mais receptiva aos computadores, tal como os alunos da Áustria, do Canadá, da Alemanha, Islândia, Coreia do Sul e Polónia. Os números publicados pelo relatório da OCDE referem que 80 por cento dos alunos portugueses utilizam o computador em casa, uma percentagem que coloca o nosso país ao mesmo nível da Finlândia, Áustria, Nova Zelândia, Suíça e Alemanha.
[1] Informação baseada no relatório: “Information and Communications Technologies OECD Information Technology Outlook: 2004 Edition”
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